3 dicas para usar inteligência artificial no trabalho como os melhores usuários do ChatGPT, Gemini e Copilot

Como usar inteligência artificial no trabalho: 3 dicas para aproveitar ao máximo ChatGPT, Gemini e Copilot
O uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) como ChatGPT, Gemini e Copilot já é realidade em muitas empresas, mas a forma como os profissionais as utilizam pode fazer toda a diferença na produtividade e qualidade dos resultados. Uma pesquisa da Universidade do Texas em parceria com a consultoria KPMG analisou mais de 1,4 milhão de interações com IA feitas por cerca de 2,5 mil funcionários ao longo de oito meses. O estudo revelou o que diferencia os usuários mais avançados da IA dos demais e traz dicas práticas para quem quer extrair o máximo dessas tecnologias no dia a dia profissional.
1. Invista tempo em instruções claras e detalhadas
Ao contrário da ideia de que basta fazer perguntas simples e rápidas para a IA, os melhores usuários dedicam tempo para formular comandos longos, específicos e elaborados. Eles não têm “preguiça” de detalhar o que precisam, fornecendo contexto, exemplos e informações que ajudam a ferramenta a entender exatamente a tarefa.
- Passo prático: ao usar o ChatGPT, Copilot ou Gemini, escreva instruções iniciais que expliquem o objetivo, o formato desejado e as restrições da tarefa.
- Alternância entre modelos: esses usuários também alternam entre diferentes ferramentas ou versões de IA conforme a complexidade ou o tipo de demanda, aproveitando pontos fortes específicos de cada uma.
- Frequência e interação: fazem várias interações ao longo do processo, ajustando e refinando as respostas para chegar ao resultado ideal.
2. Use a IA como parceira de raciocínio, não apenas respondente
Os usuários sofisticados não aceitam a primeira resposta da IA como definitiva. Eles constroem um diálogo, guiando o modelo para refletir, testar hipóteses e explorar alternativas. Essa prática transforma a IA em uma parceira ativa do pensamento, capaz de auxiliar na solução de problemas complexos.
- Estruture o raciocínio: peça à IA para detalhar os passos, justificar as respostas ou avaliar diferentes cenários.
- Forneça exemplos: mostre resultados desejados para que a IA alinhe melhor suas respostas.
- Questione e valide: desenvolva o hábito de revisar criticamente as respostas geradas, ajustando o diálogo para corrigir ou aprofundar o conteúdo.
3. Delegue tarefas complexas com objetivos claros e etapas definidas
Em vez de solicitar apenas tarefas simples, os usuários avançados pedem à IA para executar trabalhos mais complexos, que envolvam múltiplas etapas e critérios específicos. Eles explicam claramente os objetivos, a estrutura esperada da resposta e as limitações que devem ser consideradas.
- Exemplo prático: ao solicitar um relatório, especifique quais tópicos devem ser abordados, o formato (como listas, tabelas ou texto corrido) e o público-alvo.
- Planejamento em camadas: peça para a IA gerar um esboço inicial e depois desenvolver cada parte de forma detalhada.
- Revisão contínua: à medida que a IA entrega as etapas, revise e oriente para garantir que o produto final esteja alinhado às expectativas.
Perfil dos usuários mais eficientes
Segundo o estudo, apenas cerca de 5% dos funcionários da KPMG se enquadram como usuários sofisticados da IA. Eles tendem a ser colaboradores em níveis gerenciais ou superiores, que usam a tecnologia não só para tarefas básicas de escrita, mas também para orientações técnicas e geração de ideias.
Essa diferença reforça que o contexto da função e a experiência profissional influenciam a forma como a IA é integrada ao trabalho. Profissionais mais experientes sabem delegar tarefas complexas e conduzir o raciocínio da IA para extrair insights mais profundos.
O que as empresas podem fazer para melhorar o uso da IA
O estudo recomenda que as organizações mudem o foco da simples adoção da IA para a criação de hábitos corporativos que promovam o uso sofisticado da tecnologia. Isso envolve:
- Desenvolver manuais práticos com exemplos claros do que é um bom uso da IA.
- Oferecer treinamentos práticos que enfatizem a delegação de tarefas complexas, a orientação do raciocínio da IA e a validação dos resultados.
- Definir expectativas específicas conforme as áreas e funções, para que a IA seja integrada de forma alinhada às necessidades do trabalho.
Em resumo, o diferencial não está na ferramenta em si, mas em como o profissional pensa e toma decisões com o auxílio da IA.