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A ascensão do CEOismo: quando chefes querem protagonismo além do comando

28 de março de 2026
05:41
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A ascensão do CEOismo: quando chefes querem protagonismo além do comando

Recentemente, Chris Kempczinski, CEO do McDonald's, protagonizou um vídeo promocional do novo "Big Arch burger" da rede. No entanto, sua participação não foi bem recebida, gerando memes e críticas pela postura corporativa e pouco natural do executivo. A iniciativa, apesar de criticada, reflete um fenômeno crescente no mundo dos negócios: o CEOismo.

O que é CEOismo e por que está em alta?

O termo CEOismo descreve a tendência de CEOs, fundadores e líderes de organizações se colocarem no centro das atenções, não apenas como gestores, mas como personagens públicos e símbolos da marca. Essa prática ganhou força especialmente na era Trump, quando líderes empresariais passaram a se sentir mais encorajados a assumir papéis mais visíveis e ativos em campanhas, produtos e até mesmo na política.

Exemplos recentes e o impacto no mercado

  • McDonald's: O vídeo com Chris Kempczinski, apelidado de "Chris K", exibiu um tom formal e pouco espontâneo, que virou alvo de piadas e paródias de concorrentes como Burger King e Wendy's. Ainda assim, alguns especialistas apontam que a estratégia pode aumentar o engajamento e as vendas, mesmo que de forma controversa.
  • Gianni Infantino e Panini: Outro exemplo citado é a presença do presidente da FIFA, Gianni Infantino, em figurinhas da Panini, ilustrando como executivos buscam protagonismo em frentes diversas.

Motivações por trás do protagonismo dos CEOs

Esse movimento pode ser interpretado como uma tentativa de humanizar marcas gigantescas, aproximando o público do rosto por trás das decisões corporativas. Além disso, em um mundo cada vez mais conectado e influenciado pela cultura das redes sociais, a exposição pode ser uma ferramenta para reforçar autoridade, confiança e até mesmo controle narrativo.

Consequências para produtos e estratégias empresariais

Ao centralizar a comunicação no CEO, as empresas correm riscos e ganhos. Por um lado, o líder pode transmitir uma imagem de transparência e proximidade; por outro, pode gerar rejeição caso a mensagem soe artificial ou desconectada do público-alvo. Essa estratégia demanda equilíbrio e uma avaliação cuidadosa do impacto sobre a marca e suas campanhas.

O que esperar para o futuro do CEOismo?

Com a crescente influência das redes sociais e a busca por narrativas autênticas, é provável que o protagonismo dos CEOs se torne mais comum, mas também mais desafiador. Empresas e executivos precisarão encontrar formas genuínas de se conectar com seu público para que essa exposição não se torne um tiro no pé.

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