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Análise aponta uso de IA na redação da encíclica do Papa Leo XIV sobre os riscos da inteligência artificial

27 de maio de 2026
00:21
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Análise aponta uso de IA na redação da encíclica do Papa Leo XIV sobre os riscos da inteligência artificial

Recentemente, uma análise publicada no fórum LessWrong levantou a possibilidade de que partes da última encíclica do Papa Leo XIV, Magnifica Humanitas, tenham sido escritas com auxílio de inteligência artificial (IA). O documento, que discute o impacto da IA na humanidade, apresenta trechos que, segundo o detector de texto AI Pangram, variam entre 40% e 100% de autoria algorítmica.

Metodologia da análise e principais achados

Linch Zhang, responsável pela análise, submeteu o texto da encíclica ao Pangram, ferramenta reconhecida no meio acadêmico por sua eficácia na detecção de textos gerados por IA. Um dos indícios apontados foi o uso frequente da palavra "genuinamente", termo comumente encontrado em produções da IA Claude, da Anthropic.

Imagem relacionada ao artigo de The Verge AI
Imagem de apoio da materia original.

Outra avaliação, que dividiu o documento em seções, indicou que 62% do primeiro capítulo poderia ter sido gerado por IA. Uma análise realizada pelo The Verge em cerca de 2.000 palavras do texto estimou que 46% do conteúdo foi produzido por inteligência artificial.

Limitações da detecção e contexto histórico das encíclicas

Apesar dos resultados, a detecção de autoria por IA não é infalível. O Pangram, embora respeitado, pode apresentar variações e falsos positivos. Zhang destacou que algumas partes da encíclica foram avaliadas com 0% de probabilidade de autoria algorítmica, e comparações com discursos recentes do Papa Leo e outras encíclicas anteriores indicaram autoria humana com 100% de confiança.

As encíclicas são documentos extensos e importantes publicados pelo Papa, destinados a abordar desafios morais e sociais contemporâneos. A Magnifica Humanitas é a primeira encíclica do Papa Leo XIV e a primeira a focar exclusivamente na inteligência artificial e suas repercussões globais, sendo apresentada em conjunto com Christopher Olah, cofundador da Anthropic.

Implicações e reflexões para o futuro

O possível uso de IA na redação de um documento que alerta sobre os riscos da própria tecnologia levanta questões relevantes sobre a relação entre humanos e máquinas na produção de conhecimento e comunicação. Além de estimular uma leitura crítica do conteúdo, o caso evidencia a complexidade de distinguir autoria humana e algorítmica, especialmente em textos institucionais de grande influência.

Esse episódio também pode indicar um futuro em que líderes e instituições utilizem ferramentas de IA para auxiliar na elaboração de discursos e documentos, o que demanda transparência e reflexão ética para manter a confiança pública.

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