Baseten levanta US$ 1,5 bilhão e valuation salta para US$ 13 bilhões em apenas 5 meses

Baseten levanta US$ 1,5 bilhão e valuation salta para US$ 13 bilhões em apenas 5 meses
A startup de inferência de IA Baseten está prestes a fechar uma rodada de financiamento impressionante de US$ 1,5 bilhão, avaliando a empresa em US$ 13 bilhões, segundo informações do Wall Street Journal.
O que torna esse número ainda mais surpreendente é o intervalo entre as rodadas. Há apenas cinco meses, em janeiro de 2026, a Baseten anunciou uma Série E de US$ 300 milhões com valuation de US$ 5 bilhões. E essa rodada veio apenas nove meses depois de uma Série D de US$ 150 milhões.
Se confirmada, esta nova rodada representa um aumento de 160% no valuation em menos de seis meses — um ritmo quase sem precedentes mesmo no frenético mercado de IA.
Split-priced round: valuation turbinado artificialmente?
O WSJ revela que a rodada utiliza uma estrutura de split-priced round, tática que startups estão adotando para inflar o valuation principal e fazer os investidores-líderes parecerem mais bem-sucedidos no papel. Alguns investidores entram com valuation de US$ 13 bilhões, enquanto outros aportam com valuation de US$ 11 bilhões.
A rodada é co-liderada por Spark Capital, Sands Capital, Altimeter Capital e Wellington Management.
A corrida do ouro da inferência
A Baseten compete no mercado de inferência de IA como serviço — permitindo que empresas executem modelos de linguagem de grande escala (LLMs) em produção sem gerenciar infraestrutura própria. Com a explosão de agentes de IA, RAG (geração aumentada por recuperação) e aplicações que exigem latência baixíssima, a demanda por plataformas de inferência dedicadas disparou.
Concorrentes como Together AI, Fireworks AI e Groq também captaram centenas de milhões nos últimos meses, confirmando que Wall Street e o venture capital enxergam a inferência como a próxima grande frente de infraestrutura de IA — depois da corrida pelos chips e data centers.
O frenesi de investimentos levanta questões sobre sustentabilidade. Com valuations dobrando a cada semestre, a pressão por receita proporcional será enorme quando essas startups eventualmente abrirem capital ou enfrentarem um mercado menos generoso.
Fonte: TechCrunch e Wall Street Journal



