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Demissão em massa na ClickUp reforça o papel da IA no futuro do trabalho

26 de maio de 2026
00:15
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Demissão em massa na ClickUp reforça o papel da IA no futuro do trabalho

A startup ClickUp, fundada há nove anos e avaliada em US$ 4 bilhões em 2021, anunciou uma demissão em massa que atingiu 22% de sua força de trabalho. Contudo, a empresa não classificou essa redução como uma simples medida de corte de custos, mas sim como uma aposta estratégica na inteligência artificial (IA) para impulsionar sua produtividade e transformar seu modelo operacional.

Substituição de funcionários por agentes de IA

Segundo reportagem da Fortune, a ClickUp introduziu cerca de 3 mil agentes internos de IA que assumem tarefas complexas antes realizadas por colaboradores humanos. Agora, os funcionários restantes têm como função principal direcionar esses agentes e revisar seus resultados para garantir que atendam aos padrões da empresa.

Imagem relacionada ao artigo de TechCrunch AI
Imagem de apoio da materia original.

O CEO da ClickUp, Zeb Evans, declarou em sua conta no X que o objetivo é transformar a empresa em uma "organização 100x", impulsionada pela automação e pela eficiência trazida pela IA. Ele também ressaltou que os recursos economizados com essa transformação serão investidos em salários mais altos para os profissionais que conseguirem gerar impacto significativo utilizando a tecnologia, inclusive com faixas salariais que ultrapassam os limites tradicionais.

Contexto do mercado e impactos práticos

Essa mudança da ClickUp reflete uma tendência mais ampla apontada por uma pesquisa recente da Gartner, que indica que cerca de 80% das empresas que adotam tecnologias autônomas estão reduzindo seus quadros de funcionários. Entretanto, a pesquisa também mostra que essas demissões nem sempre resultam em ganhos financeiros expressivos.

Enquanto alguns críticos acusam que a IA é usada como pretexto para cortes de pessoal, a ClickUp afirma que está observando ganhos reais de produtividade. Evans revelou à TechCrunch que a empresa não apenas mede essas eficiências internamente, mas também planeja incorporar essas capacidades em produtos futuros para seus clientes.

Nova métrica de desempenho baseada em IA

Ao invés de focar no custo das operações de IA, a ClickUp aposta em métricas que valorizam o tempo economizado e o valor criado. Recentemente, algumas empresas começaram a monitorar o consumo de tokens de IA pelos funcionários como indicador de adoção da tecnologia, prática conhecida como "tokenmaxxing". No entanto, Evans critica essa abordagem, argumentando que ela pode apenas aumentar os custos sem garantir resultados efetivos.

Segundo ele, "as pessoas que automatizam suas funções com IA sempre terão emprego". Porém, a expectativa é que, à medida que a automação avança, a necessidade de colaboradores diminua, eliminando aqueles que não conseguirem integrar a IA em suas rotinas de trabalho.

Casos extremos de automação total

O mercado já apresenta exemplos extremos dessa tendência. A startup Polsia, com apenas um ano de existência, opera toda sua estrutura de software para solopreneurs com um único funcionário: seu fundador e CEO, Ben Broca. Essa eficiência chamou a atenção do mercado, resultando em uma captação recente de US$ 30 milhões e uma avaliação de US$ 250 milhões.

A experiência da ClickUp evidencia que a IA está remodelando o futuro do trabalho, trazendo ganhos de produtividade, mas também desafios significativos para a força de trabalho. A capacidade de adaptação dos profissionais, aliada à integração efetiva dessas tecnologias, será determinante para a manutenção e valorização das carreiras no novo cenário corporativo.

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