Google lança Omni: IA generativa que transforma qualquer entrada em vídeo realista

No Google I/O 2026, a gigante da tecnologia apresentou o Omni, uma nova família de modelos de inteligência artificial generativa que prometem revolucionar a criação de vídeos a partir de qualquer tipo de entrada, seja foto, vídeo ou texto. O lançamento marca um avanço significativo em relação ao modelo anterior, Veo, oferecendo maior fidelidade, consistência de personagens e incorporação de conhecimento do mundo real.
O que é o Omni e como funciona?
Omni é o primeiro modelo da nova geração de IA do Google capaz de gerar vídeos realistas com base em múltiplas fontes de dados. Disponibilizado inicialmente na plataforma Flow, dedicada à geração e edição de vídeos por IA, Omni permite que o usuário faça upload de um vídeo e, junto com um comando de texto, crie uma nova produção audiovisual com alta qualidade.

Segundo o Google, o modelo traz melhorias na manutenção da consistência dos personagens durante toda a sequência, além de incorporar informações do mundo real para tornar os vídeos mais verossímeis. Por exemplo, é possível transformar um vídeo simples de um brinquedo em uma sequência onde ele aparece em diferentes aventuras, como se estivesse de férias.
Quem pode usar e como acessar?
O acesso ao Omni está disponível para usuários com conta Google através da plataforma Flow, que funciona com um sistema de créditos para gerar e editar vídeos. O modelo anterior, Veo, continua disponível, mas Omni é recomendado para quem busca resultados mais refinados.
O custo para gerar vídeos varia entre 15 e 40 créditos, dependendo do tamanho da cena e dos elementos envolvidos. Cada edição adicional custa 40 créditos. O plano AI Pro do Google oferece 1.000 créditos por mês por US$ 20, o que permite criar e modificar dezenas de vídeos mensalmente.
Impacto prático para usuários
Omni democratiza a criação de vídeos deepfake e conteúdos audiovisuais personalizados, tornando o processo acessível a quem não possui conhecimento técnico avançado. Com poucos cliques e comandos de texto, é possível criar vídeos convincentes, como deepfakes realistas de si mesmo em diferentes situações, ou animações de objetos e personagens.
Porém, apesar dos avanços, o modelo ainda apresenta limitações, como inconsistências visuais e pequenos erros, como objetos que mudam de forma ou personagens que ganham elementos indesejados, o que exige paciência para ajustes e edição. Ainda assim, a qualidade impressiona e pode enganar até pessoas próximas, como mostrado em testes com deepfakes pessoais.
Considerações sobre ética e uso responsável
Com o poder de criar vídeos realistas, Omni reforça a importância do uso ético da IA para evitar desinformação e manipulação. O Google mantém políticas e diretrizes para o uso da plataforma, e usuários devem estar atentos às implicações legais e sociais de gerar conteúdos deepfake.