Voltar para o blog
Notícias de IA

Kepler Communications inaugura maior cluster orbital de computação com 40 GPUs em órbita

13 de abril de 2026
04:28
processamento de dadossatélitestecnologia espacialInteligência Artificialcomputação espacialKepler CommunicationsSophia SpaceGPUs em órbitainfraestrutura orbitaldata centers espaciais
Kepler Communications inaugura maior cluster orbital de computação com 40 GPUs em órbita

Kepler Communications lança maior cluster de computação em órbita terrestre

A empresa canadense Kepler Communications deu um passo importante para o futuro da computação espacial ao inaugurar o maior cluster orbital do mundo, equipado com cerca de 40 processadores Nvidia Orin distribuídos em 10 satélites operacionais. Lançado em janeiro de 2026, esse conjunto de GPUs está interligado por comunicações a laser, formando uma rede de alta capacidade para processamento de dados diretamente no espaço.

Parceria com startup Sophia Space para testar sistema operacional orbital

Na última segunda-feira, Kepler anunciou sua mais recente parceria com a startup Sophia Space, que utilizará essa infraestrutura para testar o software de seu computador espacial único. A proposta da Sophia é desenvolver computadores espaciais passivamente refrigerados, uma solução inovadora para o desafio de manter processadores potentes em temperaturas adequadas sem a necessidade de sistemas de refrigeração ativos, que são pesados e caros para envio ao espaço.

Imagem relacionada ao artigo de TechCrunch AI
Imagem de apoio da materia original.

O plano consiste em carregar o sistema operacional proprietário da Sophia em um dos satélites da constelação da Kepler, configurando-o para operar em seis GPUs distribuídas em duas naves. Embora rotineiro em data centers terrestres, essa será a primeira vez que tal configuração será testada em órbita, marcando um avanço significativo para a computação espacial.

Infraestrutura orbital como base para aplicações espaciais e aéreas

Mina Mitry, CEO da Kepler Communications, destacou que a empresa não se vê como um provedor de data centers, mas sim como uma camada de infraestrutura para aplicações no espaço. A intenção é oferecer serviços de rede e processamento para satélites, drones e aeronaves, facilitando o processamento de dados diretamente onde são coletados e melhorando a eficiência operacional.

Essa abordagem é especialmente relevante para sensores que demandam alto poder computacional, como radares de abertura sintética, usados em monitoramento ambiental e defesa. O Departamento de Defesa dos EUA já é um cliente importante, utilizando a rede para sistemas de defesa antimísseis baseados em detecção e rastreamento via satélite.

Desafios e perspectivas para data centers espaciais

Especialistas apontam que ainda não veremos grandes data centers no espaço, como os idealizados por SpaceX ou Blue Origin, antes da década de 2030. O foco inicial está no processamento de dados em órbita para melhorar sensores espaciais, evitando a latência e o custo de envio massivo de dados para a Terra.

Mitry ressaltou a preferência por GPUs distribuídas para tarefas de inferência contínua, ao invés de concentrar processamento pesado de treinamento em uma única unidade, o que seria menos eficiente em termos de consumo energético e uso de recursos.

Para Sophia Space, o sucesso desse teste será fundamental para deslanchar seu primeiro lançamento de satélite planejado para o final de 2027, além de abrir caminho para alternativas aos data centers terrestres, que enfrentam restrições crescentes, como a recente proibição de construção de novos centros de dados em Wisconsin, EUA.

Links úteis