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Meta fecha acordo para uso de milhões de CPUs Graviton da Amazon e redefine a corrida por chips de IA

24 de abril de 2026
09:14
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Meta fecha acordo para uso de milhões de CPUs Graviton da Amazon e redefine a corrida por chips de IA

Meta aposta em CPUs ARM da Amazon para impulsionar suas demandas em IA

A Meta firmou um acordo significativo com a Amazon para utilizar milhões de chips AWS Graviton, processadores baseados em arquitetura ARM desenvolvidos internamente pela Amazon, para suportar suas crescentes necessidades em inteligência artificial (IA). A notícia foi anunciada pela Amazon em 24 de abril de 2026 e representa uma mudança estratégica no panorama da computação para IA, que até então era dominado principalmente pelo uso de GPUs.

Por que CPUs e não GPUs?

Tradicionalmente, GPUs (unidades de processamento gráfico) são as favoritas para o treinamento de grandes modelos de IA devido à sua capacidade massiva de paralelismo. No entanto, após o treinamento, os agentes de IA – sistemas que realizam tarefas complexas como raciocínio em tempo real, escrita de código, buscas e coordenação de múltiplas etapas – demandam cargas de trabalho intensivas e diferentes, que podem ser mais eficientes em CPUs especializadas.

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Imagem de apoio da materia original.

A AWS desenvolveu a última geração dos chips Graviton justamente para atender a essas necessidades específicas de computação para IA, focando em desempenho e eficiência para workloads de agentes de IA.

Contexto do acordo e impacto no mercado

Este acordo traz uma mudança importante para o mercado de nuvem e IA. Até recentemente, a Meta mantinha um relacionamento diversificado com provedores de nuvem, incluindo um contrato de US$ 10 bilhões por seis anos com o Google Cloud, firmado em agosto de 2025, além do uso da Microsoft Azure. Com o novo acordo, a Meta reforça seu compromisso com a AWS, direcionando mais investimentos para a infraestrutura da Amazon e reduzindo a dependência de concorrentes.

A Amazon, por sua vez, aproveitou o momento para anunciar o acordo logo após a conferência Google Cloud Next, em um movimento estratégico para destacar sua competitividade. Além disso, a AWS compete diretamente com a Nvidia, que lançou recentemente o Vera CPU, outro chip ARM focado em cargas de trabalho de IA similares. Diferentemente da Nvidia, que vende chips e sistemas para empresas e provedores de nuvem, a AWS oferece acesso a seus chips exclusivamente via serviços em nuvem.

Outros players e chips da Amazon para IA

Além do Graviton, a Amazon produz o Trainium, chip especializado para treinamento e inferência em IA. Em um acordo anterior, a Anthropic, empresa responsável pelo modelo Claude, comprometeu-se a gastar US$ 100 bilhões em 10 anos para executar suas cargas de trabalho na AWS, com foco no Trainium. A Amazon também investiu US$ 5 bilhões adicionais na Anthropic, totalizando US$ 13 bilhões em investimentos na startup.

Estratégia da Amazon e desafios futuros

O CEO da Amazon, Andy Jassy, destacou em sua carta anual aos acionistas que o mercado busca melhores relações custo-desempenho para IA, e que a empresa pretende conquistar negócios baseando-se nessa vantagem competitiva. O acordo com a Meta serve como um case de sucesso para os chips Graviton, pressionando a equipe interna de desenvolvimento de chips da Amazon a entregar tecnologias de ponta.

Recentemente, a equipe de engenharia da Amazon responsável pelos chips Graviton foi visitada em um tour exclusivo, evidenciando o investimento e a aposta da empresa em sua capacidade de inovação no segmento.

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