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Inteligência Artificial

OpenAI quer transformar ChatGPT em agente pessoal; veja o que muda

10 de junho de 2026
07:33
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OpenAI quer transformar ChatGPT em agente pessoal; veja o que muda

A OpenAI está preparando a maior reformulação do ChatGPT desde seu lançamento em 2022. Segundo o Financial Times, a empresa quer transformar o chatbot em um "superaplicativo" capaz de executar tarefas — não apenas responder perguntas.

"O chat está morto"

A frase dita por um funcionário sênior da empresa ao jornal britânico resume a virada de estratégia: o futuro não está em chatbots que respondem, mas em agentes que executam. A mudança antecede o IPO planejado para este ano e tem um endereço claro: clientes corporativos.

Do chatbot ao agente pessoal

A reformulação dará maior destaque ao Codex, produto de programação da OpenAI que já conta com mais de 5 milhões de usuários ativos semanais — crescimento de 6x desde o lançamento do app desktop em fevereiro.

A empresa está implementando agentes de IA capazes de realizar múltiplas tarefas, como reservas de viagens e organização de calendários. A interface do ChatGPT será redesenhada para direcionar usuários a ferramentas de programação, geração de imagens e aplicativos parceiros como Canva e Booking.com.

No longo prazo, a aposta é que os modelos entendam automaticamente a intenção do usuário, sem necessidade de navegar por menus:

"O que estamos construindo é um sistema em que você terá seu próprio agente pessoal capaz de ajudá-lo em todos os aspectos da sua vida, seja pessoal ou profissional." — Thibault Sottiaux, head de produtos da OpenAI

Olho na receita corporativa

As 2 milhões de empresas que usam produtos OpenAI respondem por aproximadamente 40% da receita, e a meta é chegar a 50% até o fim do ano. Para focar nisso, a empresa sacrificou projetos consumer: desativou compras dentro do ChatGPT e encerrou o Sora, ferramenta de geração de vídeos, em menos de um ano.

Internamente, as equipes de ChatGPT, Codex e outros produtos foram unificadas sob Sottiaux, e executivos seniores deixaram a empresa, incluindo o ex-chefe de produto Kevin Weil.

Convergência com a Anthropic

A estratégia aproxima a OpenAI de sua principal rival. A Anthropic, com o Claude Code, sempre priorizou o mercado corporativo.

"Há um ano, a OpenAI mirava alto e a Anthropic queria gerar lucro primeiro. Agora os dois estão convergindo, porque ambos buscam um IPO e os investidores se importam mais com dinheiro do que com sonhos." — Jenny Xiao, sócia da Leonis Capital e ex-pesquisadora da OpenAI

Um agente para tudo

A visão de longo prazo da OpenAI é ambiciosa: a distinção entre chatbots, ferramentas de programação e buscadores vai desaparecer.

"Quando tivermos inteligência artificial geral, provavelmente haverá uma única entidade com a qual poderei conversar e que poderá fazer tudo o que eu precisar." — Alex Embiricos, chefe de produtos corporativos da OpenAI

A transformação do ChatGPT em agente pessoal marca uma nova fase da corrida da IA: menos conversa, mais ação.


Fonte: Exame, via Financial Times