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Taylor Swift registra marcas para combater imitações por IA e proteger sua voz e imagem

28 de abril de 2026
17:49
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Taylor Swift registra marcas para combater imitações por IA e proteger sua voz e imagem

Taylor Swift intensificou sua luta contra as imitações geradas por inteligência artificial (IA) ao solicitar registros de marcas que protegem frases e imagens associadas à sua identidade artística. Essa iniciativa faz parte de uma estratégia legal para evitar o uso indevido de sua voz e imagem por tecnologias que reproduzem artistas sem autorização.

Novas marcas registradas para voz e imagem

Na última semana, a equipe de Taylor Swift, por meio da TAS Rights Management, protocolou pedidos de registro de duas frases faladas pela cantora: "Hey, it’s Taylor Swift" e "Hey, it’s Taylor". Ambas aparecem em clipes de áudio usados para promover seu álbum mais recente, The Life of a Showgirl, em plataformas como o Amazon Music Unlimited.

Imagem relacionada ao artigo de The Verge AI
Imagem de apoio da materia original.

Além disso, foi solicitado o registro de uma fotografia de Swift no palco, onde ela aparece segurando um violão rosa, com uma roupa iridescente multicolorida e botas prateadas. Essa imagem também visa proteger a representação visual da artista contra criações digitais não autorizadas.

Contexto e desafios legais

Embora a equipe de Swift não tenha declarado explicitamente que os registros são para combater o uso indevido por IA, essa é uma interpretação plausível, dado o histórico da cantora com imitações digitais. A cantora já enfrentou problemas com músicas geradas por IA e deepfakes sexualizados que utilizam sua imagem e voz.

O desafio jurídico está no fato de que direitos autorais protegem as composições musicais, mas não a voz do artista. Isso dificulta a defesa contra clones de voz gerados por IA. Por isso, advogados especializados em propriedade intelectual sugerem que marcas registradas podem preencher essa lacuna, permitindo contestar não só cópias idênticas, mas também imitações que causem confusão ao público.

Outras iniciativas semelhantes

Essa estratégia não é exclusiva de Taylor Swift. O ator Matthew McConaughey também obteve registros para proteger vídeos seus, incluindo a frase icônica "Alright, alright, alright", contra usos indevidos por IA.

No entanto, especialistas como a professora Alexandra Roberts, da Northeastern University, demonstram ceticismo quanto ao uso dessas frases em contexto promocional para registro de marca sonora, apontando que o uso isolado e distintivo é um requisito para aprovação pelo US Patent and Trademark Office (USPTO).

Ferramentas legais disponíveis e limitações

Além das marcas, artistas contam com leis estaduais de direito de publicidade, que permitem ações contra o uso indevido de nome e imagem. Também podem recorrer a legislações federais contra publicidade falsa e uso indevido de marcas registradas, especialmente para evitar confusão no mercado.

Até o momento, apenas o estado do Tennessee possui legislação específica para combater clones de voz gerados por IA. Plataformas como o YouTube oferecem ferramentas para remoção de deepfakes faciais, mas ainda não abrangem a proteção contra imitações vocais.

Impacto prático para artistas e público

O registro de marcas sonoras e visuais por Taylor Swift representa uma tentativa inovadora de usar o direito marcário para frear a proliferação de conteúdos gerados por IA que possam prejudicar a imagem e a carreira do artista. Embora a eficácia jurídica ainda seja incerta, esses registros funcionam como um alerta para possíveis infratores e podem dificultar a circulação de imitações digitais.

Para o público e fãs, essa medida reforça a importância de consumir conteúdos oficiais e alertar para o risco de conteúdos falsificados que podem confundir ou prejudicar a reputação dos artistas.

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