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Ex-chefe de IA da Databricks quer cortar consumo de energia da IA em 1.000x com chips osciladores

25 de junho de 2026
14:19
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Ex-chefe de IA da Databricks quer cortar consumo de energia da IA em 1.000x com chips osciladores

Naveen Rao, ex-chefe de IA da Databricks, está apostando em uma abordagem radical para resolver o maior gargalo da inteligência artificial: o consumo de energia. Sua startup, a Unconventional Computing, promete cortar em até 1.000 vezes a conta de energia do processamento de inferência de IA.

Um novo tipo de computador

A chave da tecnologia é uma arquitetura baseada em osciladores — um tipo completamente novo de chip que abandona a computação digital tradicional. Em vez de transistores processando bits, os chips osciladores realizam cálculos analógicos que consomem drasticamente menos energia.

"Este é o hello world de um novo tipo de computador", disse Rao ao TechCrunch. "No próximo ano, vocês começarão a ver notícias bem interessantes sobre isso."

Do mundo real: Un-0 replica difusão de imagem

A startup já demonstrou sua tecnologia com o modelo Un-0, um sistema de geração de imagens que produz resultados comparáveis aos do Stable Diffusion ou GPT Image 1 da OpenAI — mas usando uma fração da energia.

A versão atual do Un-0 roda em uma simulação de software dos chips osciladores. A empresa planeja lançar os esquemáticos do chip e construir sistemas completos com sua própria arquitetura.

"Vamos construir um novo tipo de sistema composto por nossos chips", explica Rao. "Executaremos modelos de IA lá, e teremos um cabo de rede onde prompts entram e inferências saem — mas será feito com 1.000 vezes menos energia."

Energia é o limite da IA

O timing não poderia ser mais relevante. Com data centers de IA consumindo volumes recordes de eletricidade e as big techs correndo para construir usinas nucleares dedicadas, a eficiência energética se tornou o principal limitador da expansão da IA.

"O escalonamento da IA é difícil por causa da energia", afirma Rao. "Será o limite fundamental nos próximos anos. Você simplesmente não consegue ultrapassá-lo. Será um problema limitado por energia."

Equipe enxuta, ambição gigante

A Unconventional Computing ainda tem menos de 50 funcionários, mas o histórico de Rao pesa. Antes de liderar a IA na Databricks, ele fundou a Nervana Systems (adquirida pela Intel) e a MosaicML (adquirida pela Databricks por US$ 1,3 bilhão).

Se a aposta de Rao der certo, não é apenas uma história de eficiência — é uma redefinição de como computadores processam IA. E pode destravar a próxima onda de aplicações que hoje são inviáveis pelo custo energético.

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